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Política

19/01/2017

Betim busca retomada econômica

Novo prefeito quer simplificar o processo de licenciamento ambiental do município
Leonardo Francia
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Vittorio Medioli afirmou que o projeto de criar um parque tecnológico na cidade continua em pauta/Alisson J. Silva
A situação econômica de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), não é boa. A meta do novo prefeito, Vittorio Medioli, que assumiu o cargo em 1º de janeiro, é reverter o quadro negativo e trazer de volta a pujança da economia local. Para isso, Medioli já traçou um plano, com uma série de medidas nas áreas da saúde, educação, segurança e mobilidade urbana para tornar o município novamente competitivo para atrair empresas, gerar empregos e renda.

Na área econômica, uma dessas medidas é “descomplicar”, como ele mesmo definiu, o processo de licenciamento ambiental, reduzindo as dificuldades encontradas pelo investidor. “Temos mais de 200 processos que se alongam em média dois anos e meio e pretendemos destravar isso até o final do primeiro trimestre”, afirmou o prefeito.

Além disso, a administração municipal pretende assumir um tipo de licenciamento de classe 5, que hoje está sob a tutela do Estado. “Ainda existem 143 processos de licenciamento (de projetos dentro do município) que estão no Estado e vamos assumir o licenciamento de classe 5 para acelerar esses processos. Queremos criar um licenciamento com condicionantes para que o empresário se sinta seguro. Uma vez assinadas as condicionantes, o investidor pode tocar o projeto”, explicou.

A diversificação da economia de Betim também está na pauta do novo chefe do Executivo da cidade. Para isso, o município conta com vantagens, mas também terá que superar alguns entraves. Um dos diferenciais, segundo Medioli, é a disponibilidade de aproximadamente 22 milhões de metros quadrados de área para a instalação de empreendimentos ou construção de habitações, como exemplificou o próprio prefeito.

“É uma área imensa para ser ocupada, mas tem que ter um plano diretor, ideias claras e esse plano tem que ser respeitado. Ao longo do tempo, o Plano Diretor de Betim foi muito desrespeitado e virou uma colcha de retalhos. Isso aumenta os gastos públicos, diminui a qualidade dos empreendimentos e da vida das pessoas. Voltaremos a planejar o desenvolvimento de Betim, ao mesmo tempo corrigindo até o limite do possível as áreas que foram mal ocupadas ou degradadas”, resumiu.

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Infraestrutura - Apesar da área disponível, Medioli destacou que o município ainda carece de uma infraestrutura que garanta atratividade e competitividade para a indústria química, farmacêutica e de alta tecnologia, por exemplo. “Temos que adaptar nossa estrutura para ser acolhedora deste tipo de empreendimento”, ressaltou.

Nessa direção, Medioli explicou que não basta ter o terreno disponível, mas a área precisa estar pronta para abrigar projetos. “Isso facilita a instalação e dá segurança ao investidor, além de evitar especulação e preços excessivos dos terrenos. Vamos integrar isso no Plano Diretor deste ano e tomar uma série de medidas complementares para que Betim ofereça áreas em boas condições e com garantias para instalar empreendimentos. Com isso se dá condições a todo tipo de indústria se instalar aqui”, afirmou.

Existe ainda um entrave difícil de ser vencido. “A cidade está muito distante de aeroportos. Confins (Aeroporto Internacional de Belo Horizonte) fica do outro lado, no Vetor Norte da Capital, enquanto Betim está ao Sul e a região foi penalizada pela infraestrutura aeroportuária. O aeroporto é um polo de atendimento, mas essa distância desqualifica o município, deixando a região toda pouco competitiva e isso pesa para atrair indústrias de alta de tecnologia, que precisam de um aeroporto próximo”, esclareceu.

Por outro lado, o prefeito confirmou que o projeto de criar um parque tecnológico na cidade continua na pauta. A ideia da gestão anterior era de viabilizar o empreendimento com participação da iniciativa privada, através da criação de uma parceria público-privada (PPP). Medioli não detalhou se o projeto seguirá nesses moldes, mas confirmou que será criado um espaço de alta tecnologia. “Mesmo com esse momento negativo (do País), há sempre um sobra de empresas que têm que ser conquistadas, algumas tecnologias acabam, outras nascem e temos que estar sempre prontos para recebê-las”, avaliou.

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