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Finanças

21/01/2017

Dólar tem queda de 1,03% após a posse de Donald Trump

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Continuidade dos leilões de swap cambial do BC também contribuiu para derrubar o dólar/Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
São Paulo - O dólar fechou a sexta-feira em queda frente ao real, em linha com a direção diante de divisas de economias emergentes. O discurso inaugural do presidente Donald Trump trouxe alguma instabilidade pontual para o mercado. O republicano manteve o tom agressivo e reforçou alguns pontos marcantes de sua campanha, como o estímulo fiscal.

No entanto, não deu detalhes sobre sua política econômica e, assim que o pronunciamento foi concluído, o dólar intensificou as perdas já observadas ao longo do dia.
Por aqui, a moeda recuou à mínima de R$ 3,1736 (-1,03%) no mercado à vista, antes de encerrar a sessão aos R$ 3,1793 (-0,85%). O volume de negócios somou US$ 1,019 bilhão. No mercado futuro, o contrato mais líquido, com vencimento em fevereiro, fechou na mínima aos R$ 3,1790, em queda de 0,87%. A movimentação totalizou US$ 9,881 bilhões.

“O primeiro discurso de Trump como presidente dos EUA foi um ‘não evento’”, resumiu o diretor da Mirae Asset, Pablo Stipanicic Spyer. Com isso, as expectativas que nortearam os mercados nas últimas semanas em relação a algum direcionamento mais específico foram frustradas. “Teremos de esperar para ter mais esclarecimento sobre o novo governo”, acrescentou.

Contribuiu para aliviar alguma pressão sobre o dólar a continuidade dos leilões de swap cambial pelo Banco Central. Foram vendidos hoje 15 mil contratos para rolagem dos vencimentos de fevereiro. Em entrevista coletiva em Davos, na Suíça, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que “em princípio, essa é a ideia”, de executar a rolagem integral.

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Taxas de juros - Os juros futuros fecharam em queda em relação aos ajustes de quinta-feira. Segundo profissionais do mercado de renda fixa, o movimento foi uma continuidade do recuo da véspera, quando as taxas foram puxadas pela divulgação do IPCA-15. Sexta-feira, o discurso de posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi considerado genérico por profissionais de renda fixa. Como o republicano não detalhou suas intenções sobre acordos comerciais ou mesmo sobre imigração, o mercado sentiu-se aliviado, afirmou o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno.

O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também não chegou fazer preço. Segundo um profissional de uma mesa de renda fixa de uma gestora, embora os resultados tenham vindo melhores do que as medianas das estimativas, ainda representam cenário negativo.

De acordo com o Caged, o Brasil fechou 1.321.994 de postos formais de trabalho no ano passado. As estimativas iam de um corte total de 1,500 milhão a 1,330 milhão de vagas, com mediana negativa em 1,442 milhão (levantamento Projeções Broadcast). Apenas no mês de dezembro, quando geralmente há mais demissões em função da dispensa de temporários, foram fechados 462.366 postos com carteira assinada. Para este dado, as projeções apontavam corte entre 610 mil e 430 mil vagas, com mediana negativa em 545 mil.

No fim da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 marcou 10,930%, ante 10,975% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2019 tinha taxa de 10,40% ante 10,45%. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2021 projetava 10,62% de 10,70% no ajuste anterior. (AE)

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