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Economia

21/01/2017

Heineken confirma negociações com holding para compra da Brasil Kirin

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Um dos objetivos da Heineken seria a expansão no Brasil para enfrentar a AB InBev/Reprodução
Bruxelas - A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, disse na sexta-feira que está discutindo sobre a possibilidade de um acordo para as operações brasileiras da japonesa Kirin Holdings.

A Brasil Kirin opera 12 cervejarias no País e foi criada em 2011, depois que a Kirin pagou R$ 6,3 bilhões pelo controle da brasileira Schincariol. A Heineken informou em um curto comunicado que as discussões estavam em andamento e que não poderia haver certeza de que um acordo seria alcançado.

A Kirin, por sua vez, disse que continua se concentrando principalmente na expansão no Brasil, mas está considerando alternativas, incluindo uma parceria estratégica ou venda. “Estamos considerando todas as opções, incluindo uma discussão com a Heineken”, disse um porta-voz da Kirin.

A companhia tem perdido participação de mercado no Brasil, com queda nas vendas no ano passado, enquanto um real enfraquecido elevou os preços de algumas matérias-primas.

O diário de negócios japonês Nikkei havia dito anteriormente que a Heineken pagaria cerca de 100 bilhões de ienes (US$ 872,3 milhões) pelo negócio. Tal preço refletiria o atual estado de fraqueza do mercado brasileiro, que permitiria à Heineken se tornar a segunda maior cervejaria do Brasil com uma relativa barganha.

O analista de bebidas da Société Générale Andrew Holland disse acreditar que o principal incentivo da Heineken ao tentar expandir-se no Brasil seria tornar-se um rival mais forte no coração da AB InBev, assim como este tem entrado nos mercados da Heineken em outros lugares.

A Heineken estabeleceu presença no Brasil através da aquisição, em 2010, do negócio de fabricação de cerveja da mexicana Femsa. Sua cerveja principal é Kaiser, com a marca Heineken também ganhando fatia de mercado.

O mercado de cerveja brasileiro é dominado pela AB InBev, a maior cervejaria do mundo, que tem uma participação de cerca de dois terços do total.

Após a AB Inbev pagar quase US$ 100 bilhões pela rival SABMiller, a japonesa Asahi, rival da Kirin, gastou US$ 10 bilhões no ano passado em negócios para comprar ativos europeus da AB InBev. (Reuters)

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