Publicidade

Finanças

19/01/2017

Poupança é a primeira opção dos brasileiros

Por outro lado, a modalidade perdeu espaço entre os investimentos no ano passado, aponta a Fecomercio-RJ
Email
A-   A+
Em 2012, o percentual de pessoas que optaram pela poupança era de 88%, no ano passado este índice caiu para 76%, segundo o levantamento/Divulgação
Rio - Embora seja a principal opção de investimento dos brasileiros, a caderneta de poupança tem perdido espaço entre os poupadores ao longo dos anos. Em 2016, a aplicação teve a preferência de 76% dos brasileiros que têm algum dinheiro guardado, mas o percentual já foi de 88% em 2012, ano que registrou os menores juros da história. Os dados são de levantamento da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e do Instituto Ipsos, que ouviu 1,2 mil pessoas em 72 municípios.

A diretora de Políticas e Estratégias do Sistema Fecomércio-RJ, Glória Amorim, destacou que a caderneta de poupança sempre foi “preferência nacional” em aplicações financeiras, não só pela facilidade de investir como pelo fato de não haver desconto de imposto de renda. No entanto, segundo ela, os juros mais altos registrados nos últimos anos levaram os brasileiros a prestar atenção em outros tipos de investimento, como a aplicação em fundos.

No ano passado, por exemplo, 7% dos poupadores disseram aplicar em fundos, 4 pontos percentuais a mais que em 2012.

Em relação a 2015, a sondagem mostra estabilidade na parcela de famílias com algum dinheiro guardado (18%). Por faixa etária, a maior quantidade de brasileiros que poupam dinheiro de alguma forma está entre os que têm a partir de 60 anos (25%); seguida pelos que têm de 45 a 59 anos (21%). Nas faixas de 16 a 24 anos, de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos, 15% têm o hábito de guardar dinheiro.

Os homens superam as mulheres que informaram ter dinheiro guardado: 20% contra 16%. Em relação à escolaridade, os que têm nível de ensino médio ou superior são maioria entre os que guardam dinheiro (23%); seguidos de 13% com ensino fundamental e 9% sem instrução. A maior parte dos brasileiros que disseram ter dinheiro guardado está na Região Centro-Oeste (29%). Em seguida, aparecem as regiões Sudeste (19%), Sul (16%), Nordeste (15%) e Norte (10%).

De acordo com o levantamento, sete em cada dez brasileiros que poupam guardam o dinheiro para usar em alguma eventualidade. Outros 10% pretendem usar os recursos guardados para reformar a casa, 6% dizem poupar para comprar um automóvel e 6% pretendem gastar as economias com lazer.

Rendimento – Descontada a inflação, a rentabilidade da Poupança foi de 1,9% no ano passado, conforme levantamento da consultoria Economatica divulgado neste mês. É o melhor retorno desde 2009, quando a caderneta rendeu 2,63%.

Em 2016, o índice oficial de inflação, o IPCA, ficou em 6,29%. Em 2015, quando o IPCA atingiu 10,67%, o maior percentual desde 2002, a Poupança teve perda de 2,28%.

Entre 2010 e 2014, período de inflação mais baixa, mas também de juros menores, a Poupança registrou ganhos reais inferiores a 1%. A Poupança rende a variação da TR (Taxa Referencial) mais 6,17% ao ano.

Em termos nominais, sem descontar a inflação, a rentabilidade da Poupança foi de 8,30% em 2016, o melhor resultado desde 2006, quando rendeu 8,40%.

O levantamento considera apenas as poupanças antigas, abertas antes de 4 de maio de 2012. As contas e os depósitos feitos a partir daquela data rendem menos sempre que a taxa básica de juros (Selic) for igual ou inferior a 8,5% ao ano. Isso ocorreu entre maio de 2012 e julho de 2013.

Mesmo com ganho real em 2016, a Poupança é menos atrativa que outros investimentos. Numa análise de seis aplicações financeiras feita pela Economatica, incluindo a Poupança, o melhor ganho real foi o do Ibovespa. Descontada a inflação, o principal índice da Bolsa teve rentabilidade de 30,72%. (ABr/FP)

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/01/2017
Dólar tem queda de 1,03% após a posse de Donald Trump
São Paulo - O dólar fechou a sexta-feira em queda frente ao real, em linha com a direção diante de divisas de economias emergentes. O discurso inaugural do presidente...
21/01/2017
Índices acionários da Europa recuam
Milão - O índice acionário pan-europeu recuou na sexta-feira, registrando a maior perda semanal desde antes da vitória de Donald Trump na eleição...
21/01/2017
Bolsas asiáticas fecharam no vermelho
São Paulo - As bolsas asiáticas tiveram mais um dia de desempenho misto na sexta-feira, com as chinesas avançando na esteira de dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do...
21/01/2017
Ibovespa sobe 0,89% e atinge o maior nível deste ano
São Paulo - O principal índice da Bovespa encerrou no nível mais alto desde o fim de outubro na sexta-feira, após ter fechado no vermelho nos dois últimos...
20/01/2017
Petros revisa política de investimentos
São Paulo - A Fundação Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, anunciou ontem uma revisão em sua política de investimentos para os...
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.