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Agronegócio

18/01/2017

Produção de café deve recuar até 17,3%

Redução no Estado já era esperada diante do recorde de 2016 e da bienalidade negativa
Michelle Valverde
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Está prevista queda de 14,6% da produtividade média de café no Estado/Eric Gonçalves
Após um ano de safra elevada, a produção total de café em Minas Gerais vai recuar em 2017. De acordo com o primeiro Levantamento da Safra de Café 2017, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a produção ficará entre o mínimo de 25,39 milhões de sacas e o máximo de 26,81 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa uma queda de 17,3% em relação ao volume mínimo e de 12,7% em relação ao máximo, quando comparada com a colheita de 2016, que rendeu 30,7 milhões de sacas de 60 quilos do grão. A retração no volume a ser produzido já era esperada pelo setor, devido à bienalidade negativa da cultura nas principais regiões produtoras.

Minas Gerais é o maior produtor de café do País, respondendo por mais de 50% da colheita do grão. Em 2017, a produção de café arábica ficará entre 25,1 milhões e 26,5 milhões de sacas de 60 quilos, retração de 17,5% e 12,9%, respectivamente.

No caso do conilon, a produção mineira pode variar entre a queda de 1,6%, com a produção mínima de 291,4 mil toneladas, e uma alta de 4,2%, caso o volume máximo de 308,6 mil toneladas seja alcançado.

A área total de café em produção deve totalizar 977,44 mil hectares, retração de 3,2% em comparação à safra passada. A produtividade média do Estado está estimada entre 25,98 sacas e 27,43 sacas por hectare, o que representa uma queda de 14,6%, no volume mínimo, e de 9,9%, no volume máximo.

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De acordo com o assessor especial de Café da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Niwton Castro Moraes, a previsão da Conab está dentro do esperado pelo setor produtivo.

“Encerramos 2016 com uma safra volumosa e já era esperada queda na produção em 2017. Em Minas Gerais, o regime de chuvas está razoável para o bom desenvolvimento da safra e esperamos que estes números, nos próximos levantamentos, sejam confirmados”, explicou Moraes.

Ainda segundo o representante da Seapa, devido às perdas produtivas registradas em 2014 e 2015, quando a produção de café foi amplamente afetada pela escassez hídrica, os estoques mundiais de café estão baixos e, nem mesmo, o volume alto colhido em 2016 foi capaz de recompor as reservas. Diante deste fato, a expectativa é que os preços pagos pelo grão não sofram grandes alterações ao longo do ano.

“A expectativa é que se mantenham os patamares atuais de preços para o café arábica, com pequenas variações naturais em função do câmbio ou por alguma outra informação de mercado. É interessante destacar que, no caso do conilon, a estimativa prevê um aumento do volume, o que pode amenizar o déficit de oferta principalmente para a indústria. Porém, o volume não será suficiente para recompor os estoques, por isso, é possível que os preços também se mantenham em patamares rentáveis”, disse Moraes.

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