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Agronegócio

21/01/2017

Rebanho brasileiro cresceu 27% em 2016

Minas Gerais responde por 26% do volume nacional, com 16.932 bovinos registrados no ano passado
Michelle Valverde
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O novo presidente da ABCB Senepol, Crosara, planeja divulgar a raça para a cadeia produtiva/ABCB Senepol/Divulgação
Ampliar a divulgação da raça Senepol ao longo da cadeia de valores da pecuária, promover a aproximação dos criadores e realizar estudos científicos serão algumas das prioridades do novo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), Pedro Crosara Gustin, eleito na sexta-feira e que assumirá a entidade a partir de 1º de fevereiro. As expectativas em relação ao crescimento da raça no País são positivas, uma vez que o reconhecimento da aptidão para o cruzamento industrial tem atraído novos criadores e ampliado a demanda pelos bovinos Senepol.

Logo que assumir a presidência da ABCB Senepol, Crosara pretende dar prosseguimento ao trabalho já desenvolvido pela entidade. Entre as prioridades estão a maior aproximação da associação aos criadores e a divulgação mais abrangente do potencial da raça para toda a cadeia produtiva da pecuária, inclusive para o consumidor final.

Crosara, que já foi diretor financeiro e presidente do Conselho Deliberativo Técnico da ABCB Senepol, explica que nos últimos anos a associação trabalhou para organizar e divulgar a raça no País, promovendo o crescimento substancial da criação.

“Agora nós vamos fazer com que a associação abra mais as portas para os associados. Houve um crescimento muito expressivo nos últimos anos, somando 721 criadores inscritos e, deste total, 489 são sócios. Nosso objetivo é desenvolver, em conjunto, ações que promovam o aumento da produção e da escala de forma organizada para que o ritmo de evolução da raça seja mantido”.

Rebanho - Há 17 anos presente no País, a raça Senepol ganhou espaço nos campos brasileiros e de Minas Gerais. O rebanho registrado na ABCB Senepol somou 55.892 cabeças em 2016, crescimento de 27% em relação a 2015. Em 2012, por exemplo, o rebanho era composto por apenas 24.227 cabeças. Minas Gerais concentra a maior parte dos bovinos. Em 2016, estavam registrados 16.932 exemplares, respondendo por 26% do volume nacional.

Em relação aos criadores, 2016 terminou com 489 sócios. Somente em Minas são 179 criadores associados, respondendo por 37% do total.

“O crescimento do Senepol é sustentado pelos bons resultados gerados para os pecuaristas. A raça, que tem sangue tourino, é utilizada no cruzamento com o gado zebu. Este cruzamento gera filhos meio sangue que na desmama estão com duas arrobas a mais que os demais cruzamentos, mantendo o mesmo manejo. O sobrepeso, na hora da venda, agrega valor ao bezerro e quem compra paga o preço diferenciado porque a raça é precoce e reduz a idade de abate em um ano. O rendimento da carcaça também é maior, ficando de 2% a 6% superior”, disse Crosara.

Bem adaptada ao clima brasileiro, a raça não demanda cuidados específicos para ser introduzida nos rebanhos. São animais extremamente dóceis e mochos (sem chifres), o que facilita o manejo. A carne do Senepol é saborosa, macia e saudável (por ter pouca gordura entremeada), o que também favorece o cruzamento industrial.

Valor agregado - “Os bovinos Senepol são máquinas de converter pasto em proteína animal de alto valor agregado. O pecuarista que passa a usar a raça está agregando valor e tecnologia sem grandes problemas e sem mudar sistema de produção. Os animais trazem eficiência e resultados rápidos. O produtor consegue melhorar o plantel sem trocar as vacas. Mudando somente o touro já se tem 50% da melhoria genética”.

Com todas as qualidades provadas em campo, o objetivo da nova diretoria da ABCB Senepol é que a raça seja estudada. “Pretendemos fazer o estudo científico do Senepol. Queremos que o meio acadêmico estude mais a raça. Com isso, pretendemos mostrar para os profissionais - sejam eles técnicos, veterinários, entre outros – que a raça é uma ferramenta que pode ser usada pelos clientes. Precisamos que pessoas não ligadas à Senepol falem sobre ela”.

Também haverá um trabalho maior na divulgação da Senepol ao longo da cadeia de valores. “Precisamos estreitar os laços com os players de mercado e frigoríficos, e começar na divulgação para o consumidor final. Nossa ideia, agora que teremos escala de abate, é mostrar a qualidade da carne e abrir o mercado. Vamos nos preocupar com a divulgação para toda a cadeia e não restringir somente ao setor da pecuária de cria”, disse.

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