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Legislação

21/01/2017

Sindicalistas vão fazer pressão por mudanças na reforma da Previdência

Centrais organizam dia de paralisação
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Paulinho da Força considera "injusto" igualar a idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres/
Brasília - Em reunião realizada na sexta-feira,  na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em São Paulo, representantes das centrais sindicais decidiram que virão a Brasília no dia 22 de fevereiro para tentar pressionar parlamentares por mudanças na reforma da Previdência.

No encontro, no qual participaram representante da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Intersindical e Conlutas, ficou acertado ainda que as entidades tentarão organizar para a segunda quinzena de março um dia nacional de paralisações também para marcar posição contra a reforma da Previdência.

A ideia dos sindicalistas na reunião de fevereiro é conseguir rodadas de conversas com líderes dos partidos e os novos presidentes da Câmara e do Senado para sensibilizá-los a alterar a proposta de reforma da Previdência, atendendo às reivindicações dos trabalhadores.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), disse, em nota, que “é importante mobilizar os trabalhadores e pressionar o Congresso Nacional para modificar o texto da reforma da Previdência”.

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Reivindicações - O presidente da Força, deputado federal Paulo Pereira da Silva (Solidariedade), o Paulinho da Força, disse que as entidades não permitirão que se retirem direitos dos trabalhadores. Na nota, a Força Sindical lembra que Paulinho e os deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Adalberto Galvão (PSB-BA) e Rogério Rosso (PSD-RJ) apresentaram uma emenda na Câmara fixando a aposentadoria para as mulheres aos 58 anos e aos 60 anos para os homens.

Para o deputado, é “muito injusto” igualar a idade mínima entre homens e mulheres para 65 anos, como prevê a propostas enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso. Ele argumenta que muitas mulheres ainda desempenham “jornada dupla” de trabalho ao cuidar da casa e trabalhar fora.

Na emenda apresentada os deputados também pedem alteração na regra de transição. A frente parlamentar defende que não haja direitos adquiridos para as pessoas que possuem menos de 50 anos de idade, e que, em vez de terem de trabalhar 50% a mais do período que falta para se aposentar, aumentem em mais 30% o tempo de serviço. (AE)

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